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Residência EDG

Residência EDG
No interior de São Paulo está a Residência EDG, projetada para uma família que adora contemplar a paisagem e não abre mão de uma casa aconchegante Foto/Imagem:Guilherme Pucci

Refúgio leve e aconchegante

Para a Residência EDG, que está localizada em um condomínio fechado em Bragança Paulista (SP), foi proposto um projeto térreo com traços lineares, explorando a materialidade do concreto aparente e da madeira como expressão arquitetônica. O projeto é de autoria do escritório OTP Arquitetura.

“A concepção arquitetônica da residência surge do desejo e da busca por uma construção que não mimetizasse soluções utilizadas em condomínios fechados”, explica o arquiteto Raphael Takano.

Disposição fluida

Dispostos numa planta em “L”, os ambientes estão divididos em áreas íntima, social e de lazer com churrasqueira e piscina. Ao todo, o projeto conta com 300 m² de área construída.

Marcando a passagem da área externa para a interna, está o hall de entrada que antecede à sala de estar principal. O caminho é marcado pela forte presença de luz natural que permeia os volumes cheios e vazios.

O extenso móvel segmenta os espaços Foto: Guilherme Pucci 

Um grande móvel linear é o elemento central da área de convivência. Responsável por definir o fluxo do projeto, o elemento organiza – de um lado – as salas de estar e jantar, cozinha e churrasqueira externa. E do lado posterior, o acesso à área íntima que é composta por uma suíte máster e duas standards.

Os ambientes internos estendem-se à área externa através dos caixilhos de vidro que totalizam 10,5 m de comprimento. A piscina está orientada a oeste para receber iluminação solar durante o dia.

Vista por fora

Os arquitetos tomaram como partido uma fachada discreta com traços lineares. Quando vista por fora, apresenta um volume revestido com madeira e protegido por uma parede de concreto sem aberturas para a rua. A abundante luz natural torna-se o elemento central da fachada, alterando a sua percepção e marcando toda a entrada da morada.

A composição dos materiais foi um ponto considerado pelo escritório para se adaptar ao clima e harmonizar com a natureza ao redor. O volume principal foi revestido por ripas de pinus autoclavado no sentido vertical e, à sua frente, uma parede de concreto aparente que parece apoiar um beiral em balanço, formando um pequeno pavilhão.

Acima da laje, está um telhado térmico levemente inclinado que foi utilizado para passagem de infraestrutura da água pluvial, elétrica e de ar-condicionado, porém mantendo o alinhamento ao beiral externo e criando um plano único.

O terreno possui um desnível de 2 m da rua em direção ao fundo e, para minimizar a necessidade de terraplanagem, a residência apresenta três cotas de níveis em diferentes escalonadas. A piscina está localizada no terceiro escalonamento de implantação.

“Podemos dizer que o elemento arquitetônico que busca agrupar e dar unidade ao conjunto de volumes é a laje de cobertura. Ela dispõe de um plano sem interrupção de vigamento, formada por um conjunto de vigas invertidas com lajes treliçadas a meia altura e um grande beiral de laje com 1,5 m de balaço”, finaliza o arquiteto.

Veja outros projetos de residências térreas:

Casa Baru, do MAAI Arquitetos Associados

Casa Ibiúna, do Estúdio Penha

Escritório

OTP Arquitetura6 projeto(s)

Local: SP, Brasil
Início do projeto: 2019
Conclusão da obra: 2020
Área do terreno: 600
Área construída: 300

Tipo de obra:
Residência
Tipologia:
Residencial

Materiais predominantes:

Diferenciais técnicos:

Ambientes e Aplicações:

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    Ficha Técnica

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